Há duas maneiras de explicar a existência deste blog. Ou existiu realmente um maço de papéis amarelados e desiguais, em que se encontram registrados um a um os últimos pensamentos de um miserável, ou então foi um homem, um sonhador ocupado em observar a natureza em proveito da arte, um filósofo, um poeta — que sei eu? —, de quem esta idéia que o tomou, ou antes, pela qual se deixou tomar e de que só se pode desembaraçar lançando-a ao espaço.
12 julho 2007
16 maio 2007
radiografias de alma
" Viver é afinar o instrumento
de dentro para fora
de fora para dentro"
Walter Franco
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Entre o que penso que sou
e aquilo que os outros
querem que eu seja
há um abismo,
onde deposito a todo momento
pequenas histórias.
Histórias de ir e vir,
radiografias de alma.
Não sinto muito
nem menos,
se não preencho quesitos
de toda etiqueta.
Em minhas veias
corre sangue de menino,
trago no olhar
o espanto e o encanto,
de meu primeiro encontro
com todo o mar.
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Sérgio Yzumida
14 maio 2007
Faz noite.
.
Lento manisfestar de leque.
Noite é sono.
Sono, abrigo.
Noite é comedimento.
Luzes impermeáveis longínquas.
Noite é castelo de Morpheu.
Noite é sonhar libélula,
dia, acordar homem.
Noite é leve pouso.
Sérgio Yzumida
29 abril 2007
Mensagem
. ...O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem a quais os símbolos serão para ele mortos, e ele morto para eles.
...A primeira é a simpatia. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe intérpretar.
...A segunda é a intuição. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.
...A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstroi, noutro nível o símbolo.
...A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o simbolo seja iluminado por outras luzes, relacionado com outros vários símbolos, pois que no fundo, é tudo o mesmo.
...A quinta é a menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros, que é a mão do Senhor Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.
.
in Obra poética; Pessoa, Fernando – Nova Aguilar – Rio de Janeiro, sd
...A primeira é a simpatia. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe intérpretar.
...A segunda é a intuição. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.
...A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstroi, noutro nível o símbolo.
...A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o simbolo seja iluminado por outras luzes, relacionado com outros vários símbolos, pois que no fundo, é tudo o mesmo.
...A quinta é a menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros, que é a mão do Senhor Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.
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in Obra poética; Pessoa, Fernando – Nova Aguilar – Rio de Janeiro, sd
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