29 abril 2007

Mensagem

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...O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem a quais os símbolos serão para ele mortos, e ele morto para eles.
...A primeira é a simpatia. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe intérpretar.
...A segunda é a intuição. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.
...A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstroi, noutro nível o símbolo.
...A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o simbolo seja iluminado por outras luzes, relacionado com outros vários símbolos, pois que no fundo, é tudo o mesmo.
...A quinta é a menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros, que é a mão do Senhor Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.
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in Obra poética; Pessoa, Fernando – Nova Aguilar – Rio de Janeiro, sd