Alinhar em gavetas irreais peões de xadrez
Figuras constantes e vivas que habitam sonhos
Ausência de saudade do que nunca foi
Conversas soltas na cafeteria imaginária
De febre, dor e amor que sei eu???
Hortas, pomares e alamedas silenciosas
Ergo a cabeça por sobre o papel onde descrevo
Inencontráveis ilhas de isolado sonhar
Ecoa na sala um pensamento visível
Figuras paralelas à janela de dentro de mim
Hoje acordei estrangulado por relógio de ponto
Embate incógnito de fundo obscuro de alma
Desperta a rua por baixo de mim
Abaixo de toda angústia dos seres encouraçados
Escrevo estas linhas como quem quer sentir que vive
Mítico significado insignificante de todas as coisas
Cresce flor de estufa sem conhecer chuva e sol
De vez em quando ergo a cabeça das imagens do papel
Quem sou por trás desta irrealidade??
Sergio Yzumida