
Rua deserta repleta de gente
Invisível multidão anônima a dizer
Em seu modo de dizer nada a dizer
Ajustam-se sensações dentro de nós
Burbúrio no murmúrio de vozes caladas
Tênue intervalo de trovejar e silenciar
Não há espelho que nos dê outra alma
Abismo entre o que somos aqui
E o que somos do lado de lá
.
.
Eles querem nossos olhares esquecidos
.
.
Sonhos que podemos ser
.
.
Horas ocasionais de consciência por dentro
.
.
Sérgio Yzumida
