25 setembro 2007

Bolhas de sabão


Asas, pequenas asas flutuam

sedentas de estrelas cadentes.



Percorre a tarde canto de cigarra,

ballet ocasional de folhas.



Bela Florbella Espanca o ar,

desfeito limiar entre casulo e borboleta.



Moinhos quixotescamente pacificados,

encanto de porto repleto de ricas especiarias.



Mensagem engarrafada lançada ao mar,

a esperar, sem pressa, ser revelada.



Pela alameda sutis lamelas em névoa,

em céu de boca, macia simetria.



Namorar em velas de Mucuripe,

flor de campo em paletó de linho branco.




Rolha de aguardente no chão.


Sergio Yzumida

Um comentário:

Ana Fátima disse...

Bom dia! Eis-me..."mensagem engarrafada lançada, a esperar,sem pressa, ser revelada."...compartilho do mesmo "lançamento", aguardo tb tal revelação...sem pressa? Não sei...da minha pressa tb não depende a rapidez da revelação...