Da janela aberta
vejo a rua mostrar todo universo
constelado em multidão.
Espaçado, o automóvel sucede a si mesmo.
Distante, o campo sem ruído cheira bem.
Cresce em toda célula
desejo transbordante,
brado de legião: Este sou eu!
Pequena aldeia de Caeiro
onde debruço meu querer ser.
Árvores crescem silenciosas
em variados aromas.
Em toda praça simbiose
ar de ser e ter no ar.
Harmonia das horas em silêncio.
Jonas liberto em Nínive.
Desejo transbordante,
brado de legião: Este Sou EU!
Sérgio Yzumida


