27 setembro 2007



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Da janela aberta


vejo a rua mostrar todo universo


constelado em multidão.


Espaçado, o automóvel sucede a si mesmo.


Distante, o campo sem ruído cheira bem.


Cresce em toda célula


desejo transbordante,


brado de legião: Este sou eu!


Pequena aldeia de Caeiro



onde debruço meu querer ser.


Árvores crescem silenciosas


em variados aromas.


Em toda praça simbiose


ar de ser e ter no ar.


Harmonia das horas em silêncio.


Jonas liberto em Nínive.


Desejo transbordante,


brado de legião: Este Sou EU!



Sérgio Yzumida

25 setembro 2007

Bolhas de sabão


Asas, pequenas asas flutuam

sedentas de estrelas cadentes.



Percorre a tarde canto de cigarra,

ballet ocasional de folhas.



Bela Florbella Espanca o ar,

desfeito limiar entre casulo e borboleta.



Moinhos quixotescamente pacificados,

encanto de porto repleto de ricas especiarias.



Mensagem engarrafada lançada ao mar,

a esperar, sem pressa, ser revelada.



Pela alameda sutis lamelas em névoa,

em céu de boca, macia simetria.



Namorar em velas de Mucuripe,

flor de campo em paletó de linho branco.




Rolha de aguardente no chão.


Sergio Yzumida