17 outubro 2007



Hipnótico cotidiano
silenciosas gotas a devastar
impérios de beatos lobi-s-homens.
.
Em invisível cauda de cometa
velado anonimato de falso brilhante,
catapulta a vomitar pedras inertes,
perfume barato de todo cativeiro.
.
Hipnótico cotidiano.
Você não sabe o que vai.
Você não sabe o que fica.
Arco-íris des-estrelado perde gira-s-sol.
.
De um arco-íris se sabe o que é.
Se sabe o que é.
.
Sérgio Yzumida

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4 comentários:

Anônimo disse...

Sérgio

Enquanto leio seu poema, as imagens vão surgindo em minha mente. As que mais me chamam atenção são: cativeiro, cotidiano e arco-íris. Começo então a divagar ...
O ser ao deixar-se submergir, quase que em transe hipnótico, no cotidiano devastador, acaba acorrentado em um cativeiro. A alma, assim, não mais é sentida. Mas, o arco-íris é o símbolo da "nova esperança", pois surge após a tempestade. Assim, após a tormenta, a alma há de emergir do subterrâneo; e encontrará seu eco para uma vida melhor.
Beijo.

Anônimo disse...

Oi Sergio. Estou aqui tentando entender seu poema. Você me parece um enígma a ser desvendado. Não o conheço, mas sinto você como um ser espirituoso, inteligente, divertido, sarcástico as vezes, mas sinto também alguma tristeza na alma, Gostaria muito de que você respondesse nossos comentários, assim poderíamos nos aproximar um pouco mais. Estou dedicando a você um texto que gostei muito, no meu blog. Beijo

Anônimo disse...

Sérgio
Com tantos textos lindos, por você escritos, lembre-se de postar um deles. É apenas uma sugestão ou um lembrete carinhoso! Beijo.

Anônimo disse...

Sérgio, "onde anda você, que a gente nem (ou não?)vê"...