31 dezembro 2008





Décimo segundo andar

Multiplico heterônimos

Colho além do etérico

Que é longa-vida-idade

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Distante Maria fumaça

Esfumaçada janela de escritório

Buzinas insistentes

Mobilidade contida em semáforo

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Chacoalhos de vão vagão vão

Lastro de carruagens

Isentas de cavalos e bois

Toco vida longa idade

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Num mundo de automóveis de grande velocidade

Coleciono na estante pequeninas histórias

Roupas brincam estendidas em pequeno quintal

Alucinada lógica implícita no mito-lógico

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Sérgio Yzumida

Um comentário:

teresa disse...

O que dizer deste blog e destas poesias?
Distante e tão desapercebidamente próximo...como fazer o outro ser testemunha de nossa história sem sintonia de igualdades? não há essa possibilidade...sómente quando nos sentimos tocados a vida vale a pena...
Vejo, percebo e me nutro da beleza alavancada pela vida atraves da palavra..de uma palvra, de um conjunto delas ... ou diria emoções..uma a uma..uma grandiosidade imensa e intensa que faz brilhar como uma nova cor a sensação da pulsação de uma verdadeira e singular emoção..uma palavra..suas palavras...beleza à tona ardendo e tocando a nós simples...ingenuos e não somente meros humanos....
Parabéns
um beijo