26 abril 2009




Rua deserta repleta de gente
Invisível multidão anônima a dizer
Em seu modo de dizer nada a dizer
Ajustam-se sensações dentro de nós
Burbúrio no murmúrio de vozes caladas
Tênue intervalo de trovejar e silenciar
Não há espelho que nos dê outra alma
Abismo entre o que somos aqui
E o que somos do lado de lá
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Eles querem nossos olhares esquecidos
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Sonhos que podemos ser
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Horas ocasionais de consciência por dentro
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Sérgio Yzumida

Um comentário:

angela disse...

Esse poema está muito bom. Tem a ver com o Duplo, ou o Outro de nós, não é?