Há duas maneiras de explicar a existência deste blog. Ou existiu realmente um maço de papéis amarelados e desiguais, em que se encontram registrados um a um os últimos pensamentos de um miserável, ou então foi um homem, um sonhador ocupado em observar a natureza em proveito da arte, um filósofo, um poeta — que sei eu? —, de quem esta idéia que o tomou, ou antes, pela qual se deixou tomar e de que só se pode desembaraçar lançando-a ao espaço.
07 março 2012
Sacos negros sonolentos sob chuva ininterrupta
Telhados com amianto resistem aos ventos
Asfalto indiferente às cores do semáforo
Monopólio de força desfeito
Ampulheta esquecida deitada
Lento relento de luzes a apagar devagar
Praças vazias de gargalhadas
Birutas ao sabor dos ventos
Dorme a cidade
Sergio Yzumida
06 março 2012
18 fevereiro 2012
Peguei carona em um Chevrolet pela estrada de Santos
Coberta de relvas soltas emolduradas ao vento
Procurei poema em rima perfeita
Encontrei poema em linha reta
Tinta e pincel em tela irreal onde erro se faz arte
Simpatia,intuição,inteligência,compreenssão
Mergulhar simbolos ancestrais
Dia perfeito chicoteia o teto.
sergio yzumida
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