07 março 2012




Sacos negros sonolentos sob chuva ininterrupta
Telhados com amianto resistem aos ventos
Asfalto indiferente às cores do semáforo
Monopólio de força desfeito
Ampulheta esquecida deitada

Lento relento de luzes a apagar devagar
Praças vazias de gargalhadas


Birutas ao sabor dos ventos


Dorme a cidade



                               Sergio Yzumida






3 comentários:

Anônimo disse...

Nosso seculo eh abusivo, excede em sons e barulhos, eh tao interessante preencher a poesia com momentos de silencio... momento de reflexao para prosseguir! Gostei, dois abrc.

Anônimo disse...

Bela observação poética....
A cidade invadida, revida: agride ...
e assim caminha a hmanidade...
Até quando?

Unknown disse...

Pergunto ao Samurai Azul:

O que quer a folha em branco:
vestir-se de espanto e rimas?
Tão cândida em suas linhas,
tão íntima do desencanto!
O que pede a folha em branco:
passarinho, origami ou um ponto?