Há duas maneiras de explicar a existência deste blog. Ou existiu realmente um maço de papéis amarelados e desiguais, em que se encontram registrados um a um os últimos pensamentos de um miserável, ou então foi um homem, um sonhador ocupado em observar a natureza em proveito da arte, um filósofo, um poeta — que sei eu? —, de quem esta idéia que o tomou, ou antes, pela qual se deixou tomar e de que só se pode desembaraçar lançando-a ao espaço.
23 dezembro 2007
08 dezembro 2007
bolhas de sabão
Inconsciente coletivo,
em coletiva consciência
todo tipo de arquétipo.
Casa construída, constituída,
à beira de todo lago,
porão explícito em luz.
sérgio yzumida
17 outubro 2007
05 outubro 2007
27 setembro 2007
Pequena aldeia de Caeiro
25 setembro 2007
Bolhas de sabão

Asas, pequenas asas flutuam
flor de campo em paletó de linho branco.
Sergio Yzumida
12 julho 2007
16 maio 2007
radiografias de alma
14 maio 2007
Faz noite.
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Lento manisfestar de leque.
Noite é sono.
29 abril 2007
Mensagem
. ...A primeira é a simpatia. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe intérpretar.
...A segunda é a intuição. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.
...A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstroi, noutro nível o símbolo.
...A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o simbolo seja iluminado por outras luzes, relacionado com outros vários símbolos, pois que no fundo, é tudo o mesmo.
...A quinta é a menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros, que é a mão do Senhor Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.
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in Obra poética; Pessoa, Fernando – Nova Aguilar – Rio de Janeiro, sd







